"Livre para navegar...
No meu disco voador!!"
As árvores me convidam para a liberdade
Numa oferenda ao alto
No silêncio calmo da gratidão.
Voo pelas montanhas
Sou bicho solto procurando o sol
Águia a plainar sob o azul
Entardecendo, fogão a lenha
Naquela casinha branca de varanda
Na perspectiva das estrelas
Vagalume em pisca alerta
Como a competir com a estrela mais brilhante
Na escuridão profunda da noite
E o sono vêm
E os sonhos desfilam madrugada afora
Sou um ser cantante...rouxinol
Sabiá anuncia a aurora
A vida está novamente a parir
Chega devagar e acorda o sol
E a chaminé tinge o azul
Fumaça cheirando a café
Tudo toma o seu lugar
Beija-flor, borboleta, urubu
Canarinho, gavião, saracura
E a vida continua...
Importa é simplesmente ser,
Simplesmente viver
Sem qualquer razão ou querer!
Autoria: Sueli Nascentes Coelho
quinta-feira, 23 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
A Mulher Invisível
Vivo pelas sombras..quase ninguém me conhece...
Esgueiro-me pelas horas de ninguém
Onde o relógio não representa ameaça
E qualquer vestígio de mim sempre é apagado.
O porta-retrato se confunde na gaveta amontoada
Vigio os fios de cabelo no sabonete
Na escova, no ralo do banheiro
O baton no copo é uma armadilha
Afinal, sou sombra
E sombra não tem lábios, nem cabelos, é apenas escuridão
Por que?
Sei lá...talves o escabroso medo da revelação
A ponta afiada de uma moral ilibada
A incerteza da coragem no momento H
Nada a perder...tudo já estava perdido há séculos!
A mulher invisível nada alteraria
Mas a mudez é a forma mais viável do enfrentamento
Sem palavras, o acalentado sonho da paz se torna ilusão
E a mulher invisível é outra vez...Cala...soluça...cala
terça-feira, 21 de junho de 2011
Felicidade foi-se embora....
A FELICIDADE NÃO PODE ESTAR RESTRITA A ALGO EXTERNO A VOCE. Claro, amamos outras pessoas em nossas vidas. Amamos o pai, mãe, filhos e, pasmem...maridos e esposas. Mas eles não são vocês. Nós temos que amar é o que nos pertence. Em primeiro lugar amar a vida. Nós estamos nela, portanto ela é nossa. Mas acima de ser nossa, ela é de um outro Ser que a concedeu a nós. Mas como seres encarnados neste vale de lágrimas podemos dizer que a vida é nossa. Então, para que vamos deixá-la em poder de outros? Temos que amar muito nossa vida, amar nosso espírito, amar nosso coração, nosso pulmão(?), nossos intestinos enfim...até aquela parte de nós que não é muito cheirosa. Por que? Porque é o que somos e temos. Por que outra pessoa tem que cuidar do que é seu? Se ela cuidar do que é dela, pôxa, quantos problemas serão resolvidos!E tem que parar também de achar que o outro tem que pensar igual a você. Quer casar? Então ACEITE a outra vida do jeitinho que ela é. Não reclame. O ser humano, se pensasse bem, com a cabeça de cima e sem excessos de romântismo, acharia ótimo viver só. Seria só uma cabeça, um sentimento, um corpo...Ou então aprenderia a namorar de uma maneira mais solitária. Cada um no seu canto, juntando apenas quando os ânimos estivessem calmos para não ter estresse.
Aí vem aquela história de amor incondicional. O que é amor incondicional? É tudo o que já foi dito pois é o amor sem limites e sem cobranças.
Essa geração está tão carente e tão sem confiança, tão cheia de auto-piedade e "desejos" que não conseguem(não querem) olhar para dentro de seus próprios universos interiores e ficam pulando de galho em galho achando que vão encontrar fora de si a tão sonhada "felicidade". Felicidade não se procura, não se acha, não se compra, não se vende. Felicidade é o encontro consigo mesmo. É estar bem com o que se tem. E com o que não se tem, também. Se você estiver bem consigo mesmo, seja tomando uma cerveja ou catando latinha na rua, a felicidade aí está. O bem está em você e não no outro ou num objeto ou em algum lugar. Tem que estar em você, aí dentro. Se assim não for, o nome muda; passa a ser ILUSÃO. E toda ilusão logo, logo vira DESilusão. E não adianta cobrar do outro porque foi você que permitiu que isso acontecesse, depositando EM OUTRO ser toda a sua carga de esperanças e sonhos.
Portanto, o que eu posso dizer é: ACORDA!!!!!! Tome posse do que é seu, enfie no saco e vá VIVER!!! E tenha certeza que este saco não vai pesar nada, pois tudo o que é SIMPLES não pesa! E o AMOR é tudo o que de mais simples existe na vida.
Autora: Sueli Nascentes Coelho
Aí vem aquela história de amor incondicional. O que é amor incondicional? É tudo o que já foi dito pois é o amor sem limites e sem cobranças.
Essa geração está tão carente e tão sem confiança, tão cheia de auto-piedade e "desejos" que não conseguem(não querem) olhar para dentro de seus próprios universos interiores e ficam pulando de galho em galho achando que vão encontrar fora de si a tão sonhada "felicidade". Felicidade não se procura, não se acha, não se compra, não se vende. Felicidade é o encontro consigo mesmo. É estar bem com o que se tem. E com o que não se tem, também. Se você estiver bem consigo mesmo, seja tomando uma cerveja ou catando latinha na rua, a felicidade aí está. O bem está em você e não no outro ou num objeto ou em algum lugar. Tem que estar em você, aí dentro. Se assim não for, o nome muda; passa a ser ILUSÃO. E toda ilusão logo, logo vira DESilusão. E não adianta cobrar do outro porque foi você que permitiu que isso acontecesse, depositando EM OUTRO ser toda a sua carga de esperanças e sonhos.
Portanto, o que eu posso dizer é: ACORDA!!!!!! Tome posse do que é seu, enfie no saco e vá VIVER!!! E tenha certeza que este saco não vai pesar nada, pois tudo o que é SIMPLES não pesa! E o AMOR é tudo o que de mais simples existe na vida.
Autora: Sueli Nascentes Coelho
segunda-feira, 20 de junho de 2011
O rabo e o umbigo
De que adianta aos seres humanos não ter rabo(literalmente falando) se conseguiram transferir ao umbigo tal ditadura!
Talves o fato do processo evolutivo ter decretado o rabo como algo inútil aos seres racionais precisassem localizar algo para se focarem; daí o umbigo.
E aí, transferiram toda gama de vaidades para essa estranha parte de nossos corpos que, ao que se sabe, não tem nenhuma utilidade.
Só que se esquecem, na maioria das vezes, de cuidar do seu.
Vivem metendo o bedelho no dos outros e não olhando para o próprio.
E, não sendo o umbigo um rabo, pedir que o enfim entre as pernas fica complicado.
Acontece também que quando ficamos focados no nosso próprio umbigo costumamos nos tornar demasiado vaidosos. Só olhamos para ele e nos esquecemos de nossos semelhantes que também o possuem.
Que tal, então, deixarmos a mostra o nosso umbigo numa forma de nos liberarmos de tal obsessão? Claro, não vejo problema algum, visto o umbigo ser umbigo e não rabo.
Só assim, todo preconceito dele originado será purgado e não precisaremos ficar olhando para ele, e só para ele, independente de ser nosso ou de outro.
Ou seja: umbigo é umbigo e rabo é rabo(e de rabo não se discute por ele não ser).Qualquer outra discussão sobre o tema só é cabível na hora do parto.
Talves o fato do processo evolutivo ter decretado o rabo como algo inútil aos seres racionais precisassem localizar algo para se focarem; daí o umbigo.
E aí, transferiram toda gama de vaidades para essa estranha parte de nossos corpos que, ao que se sabe, não tem nenhuma utilidade.
Só que se esquecem, na maioria das vezes, de cuidar do seu.
Vivem metendo o bedelho no dos outros e não olhando para o próprio.
E, não sendo o umbigo um rabo, pedir que o enfim entre as pernas fica complicado.
Acontece também que quando ficamos focados no nosso próprio umbigo costumamos nos tornar demasiado vaidosos. Só olhamos para ele e nos esquecemos de nossos semelhantes que também o possuem.
Que tal, então, deixarmos a mostra o nosso umbigo numa forma de nos liberarmos de tal obsessão? Claro, não vejo problema algum, visto o umbigo ser umbigo e não rabo.
Só assim, todo preconceito dele originado será purgado e não precisaremos ficar olhando para ele, e só para ele, independente de ser nosso ou de outro.
Ou seja: umbigo é umbigo e rabo é rabo(e de rabo não se discute por ele não ser).Qualquer outra discussão sobre o tema só é cabível na hora do parto.
terça-feira, 14 de junho de 2011
A VOGAL QUE QUERIA SER CONSOANTE

Eram dois clãs muito considerados por todos os cidadãos do mundo. Estavam sempre a serviço de seus países, não havia obstáculos intransponíveis para nenhum deles. A cada chamada estavam lá, presentes e alegres por cumprirem com coragem a missão que lhes apresentava.
O clã maior era o das consoantes, com várias ramificações e todos primos entre si. Não havia quem não os conhecia, com seus Bs, Cs, Ds e assim por diante.
O clã menor, mas não menos querido por todos, era o das vogais. Também primos entre si, faziam com que todas as palavras se sentissem felizes, com os As, Es, Is, Os e Us. Viviam em harmonia com as consoantes, completando-se mutuamente.
Ouve um tempo muito feliz entre eles. Nada os impedia de se darem bem, participavam da vida em sociedade servindo a todos com a devida lealdade e paciência.
Em um lugarejo chamado Vogalândia havia uma família de vogais que não era diferente de outras famílias. O pai e a mãe, respectivamente o senhor AAA e a senhora EEE. Os filhos III, OOO,UUU cresciam aprendendo lições de cidadania e compartilhamento. O mais novo deles era o OOO, muito precoce para a sua idade e por muitas vezes deixava os país em situações delicadas devido a seus constantes questionamentos. Achava ele que ser vogal era muito pouco, queria mais da vida e sempre que via uma consoante se imaginava fazendo parte daquela família por julgá-la mais aristocrata que a sua. Vivia atormentando sua mãe com questões de fama e sucesso e nunca estava satisfeito com nada que lhe ofereciam. Sentia-se inferiorizado quando alguém do outro clã se aproximava dele e fazia de tudo para agradá-los. Mas por dentro remoia-se de ciúmes e inveja.
Um dia, matutando sobre sua vidinha sem graça, começou a pensar em como poderia reverter aquela situação. Ah! Como ele queria ser um S, com suas curvas e imponência!
Ou talvez um V, com seus braços sempre estendidos para o céu! Foi aí que teve uma idéia genial. Pegou um lápis e começou a escrever o seu nome várias vezes: OOO, OOO, OOO...Depois, com uma borracha, apagava pedaços de seu nome tentando transformá-lo em uma consoante. Tentou fazer um B, mas as curvas de seu nome faziam com que o B formado ficasse torto. Tentou um S, que achava a mais bonita das vogais e outra decepção! Não tinha como fazer aquelas curvas tão delicadas! E foi tentando, primeiro com as consoantes que mais admirava e depois com as outras pois pensava que o que realmente importava era ser uma consoante, não importando qual delas. Depois de muito tentar e já quase desistindo, lembrou da linda consoante C. Era só desmanchar a metade de seu nome e com bastante delicadeza se transformaria em um lindo C. E assim ele fez e quando se olhou no espelho sua alegria foi tanta que mal se continha em si.
Coloriu-se de purpurina e saiu orgulhoso pela casa, louco para se mostrar a seus pais e irmãos que, com certeza, pensava ele, iam se orgulhar muito de seu feito. Ao aproximar-se de sua mãe, gritou numa alegria incontida: “Olha como estou bonito!” Sua mãe, ao olhar para ele, desmaiou de tanto susto. Seus irmãos começaram a rir como se uma piada muito engraçada tivesse sido contada. Seu pai, escutando toda aquela algazarra, correu para ver o que se passava. E seu espanto foi muito grande. Como é que seu filho tão querido fora capaz de fazer aquilo?_perguntava a si mesmo.
O senhor AAA sempre foi um pai amoroso e participativo. Zelava por sua família com carinho e muito amor. Por isso não entendia o que se passava com seu filhinho caçula. Naquele momento poderia ter simplesmente dado um corretivo no peralta e o obrigado a se reconstituir, voltando a ser o seu OOO tão querido! Mas sabia que com agressividade e intolerância só agravaria as coisas. Decidiu, assim, primeiramente conversar com seu filho e tentar entender o por que daquela situação. Com muito tato e carinho nas palavras, disse ao filho que ele estava muito bonito e convidou-o para um passeio, onde conversariam sobre o seu futuro como um lindo C.
Diante do olhar ainda incrédulo da mãe e dos outros filhos, papai AAA saiu em companhia do filho, pegando-o pela mão.
Caminharam até um lindo lago que havia perto de casa e ali se sentaram. O pai começou perguntando como ele estava se sentindo. Ele, seguro em si, disse que se sentia muito mais feliz e bonito. Agora, disse ele, era alguém de verdade, nunca mais se sentiria inferiorizado diante das outras consoantes porque era como elas.
O pai ouvia aquilo tudo com muita tristeza, mas não demonstrava isso ao filho. Engolia a dor e até sorria como que concordando com toda aquela explanação do filho querido.
Após alguns instantes e abraçando seu caçula, disse-lhe que muito se orgulhava dele pois precisava ser uma pessoa de muita coragem para tamanha transformação. E propôs ao filho uma alegre brincadeira, onde o menino poderia se expor com mais clareza a quem quisesse ver sua nova aparência.
Pegou um galhinho e começou a escrever palavras na terra, em letras bem grandes, segundo ele, para que todos vissem: CCMER, CCRAÇÂC, CARACCL, CACHCRRC e outras palavras! Enquanto escrevia, insistia em dizer ao filho como ele ficava bonito no meio de todas aquelas palavras, como suas novas formas enfeitavam o vocabulário e tudo o mais que um pai orgulhoso do filho podia dizer.
OOO, ou melhor, C se envaidecia com todos aqueles elogios vindos do pai e ainda não havia lido com atenção todas aquelas palavras escritas no chão. O pai, percebendo a euforia do filho, e depois de muito escrever, sugeriu que os dois juntos lessem bem alto todas aquelas palavras para que muitos ouvissem e também se orgulhassem da genial idéia do filho. E o pai sugeriu que apenas ele, o novo C do pedaço, lesse pois assim ninguém teria dúvida de que ele era o gênio. Ele, cheio de si, achou super legal a idéia do pai e começou a ler, com toda a força de seus pulmões: CCCCCMER, CCCCRAÇÃCCC ...!!! E sem mais nem menos começou a gaguejar, sua voz foi sumindo, sumindo...até que nada mais saiu de sua boca. Seu pai, com sua sabedoria peculiar, fez-se de surpreso e perguntou ao filho se ele estava passando mal, pois havia parado tão de repente de falar que o havia assustado. E demonstrando entusiasmo, insistia para que o filho continuasse a ler, que não parasse pois precisava mostrar aos outros como ele era importante e esperto.
O filho, sem saber o que falar, apenas disse ao pai que estava cansado e que depois continuaria a ler as palavras. Percebendo o embaraço do filho, o pai fez com que ele deitasse a cabeça em seu colo e com suavidade na voz e no olhar, começou a explicar ao filho a importância de cada coisa que existe no mundo. Falou das flores, dos pássaros, da chuva, dos animais e assim foi até chegar aonde realmente queria. Disse que, apesar de serem dois clãs, o das vogais e o das consoantes, todos pertencem a uma mesma família: a do alfabeto. E que todos ali estão juntos, cada um com sua importância e sentido. Explicou que se todos fossem iguais, o nosso alfabeto não seria tão rico e não formariam palavras tão bonitas como a palavra COOPERAÇÃO! Depois, com a mesma varinha que escrevera aquelas palavras na terra, pediu ao filho que reescrevesse todas elas de maneira que fizessem sentido para quem as lesse. E o filho, entendendo a lição de vida que o pai lhe transmitira, começou a reescrever cada palavra, lendo-as em voz alta dessa vez, com toda força e a todo pulmão: COMER, CORAÇÃO, CARACOL, CACHORRO...Enquanto lia, começou a perceber sua importância diante da vida. Concluiu que sem ele o mundo ficaria muito sem graça, as palavras ficariam com um som muito estranho, quase impossíveis de serem lidas e, pela primeira vez, orgulhou-se de si mesmo, percebendo que sem ele as consoantes não teriam o mesmo som e que portanto ele era tão importante para o mundo como elas.
E assim, depois daquele lindo aprendizado, OOO resolveu ser ele mesmo e a cada dia se sentia mais feliz em fazer parte daquela grande família das vogais, sabendo que tudo o que existe depende de todos para que a vida seja mais gostosa de se viver. E todos os dias cantava aquela musiquinha que havia aprendido com sua mãe quando criança: A E I O U ...W...NA CARTILHA DA JUJU!... E repetia com alegria o alfabeto inteiro, cantando cada letra, com orgulho de fazer parte dessa rica família que apesar de nomes diferente são uma só: vogais e consoante=alfabeto!!!A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V X W Y Z!!!!!
Sueli Coelho
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