Cansei-me das ladainhas falsas e cheias de vazio
Cabeças ocas desprovidas de dignidade e lucidez
Corações endurecidos pelas próprias mágoas
Onde nem Deus nem o diabo habitam
Hipócritas alardeando cantos de miséria
Recalcados na personalidade reprimida
Buscando em seus impulsos nocivos
Uns trocados podres de comiseração
Em suas almas famigeradas
Nuas formas desfiguradas
Fantasmas guilhotinados pela própria língua
Enlaçados pelos grilhões da estupidez febril
Ao vento lanço um grito de alerta
Minha alma contrita aos prantos se rebela
Quem é mais forte? A vida ou o remendo
Maldita és tu, cálice amargo, fel profano.
autoria: Sueli Nascentes Coelho
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