quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sangrando

O amargo desencanto brota de minha alma,
Despedaçada sangra no ocaso da luta,
E os urubus do umbral, saciados de carniça,
Buscam, fartos, o negro céu de suas almas tristes.

Rasguem o véu que lhes esconde a face,
Mostrem-se, covardes filhos da escuridão,
Vampiros sedentos das almas puras,
Escondidos nas sombras da noite escura.

Quem lhes outorgou o título de juízes?
Preza-me saber da minha condenação!
Os crimes hediondos de que sou réu,
Ecoam no covil dos lobos em ação.

Ilusão de vida, pobres criaturas,
Envoltas no sombrio sono do amargor,
Pensam, estúpidos, que tirando-me a vida,
Sobreviverão, incólumes, ao amanhecer.


-autoria: Sueli Nascentes Coelho

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